•• Eme

Microblog

No último dia 17 de fevereiro, começou um novo ciclo: o Ano do Cavalo de Fogo (丙午). E, como acontece a cada virada do calendário lunar, bastaram poucas horas para que as redes sociais se enchessem de interpretações prontas — quase sempre organizadas na mesma fórmula:

O Cavalo simboliza dinamismo, iniciativa e expansão. Com a influência do elemento Fogo, o ano promete energia intensa, transformação, liberdade, ousadia, paixão e criatividade, com atenção à impulsividade.

Ou seja, a estrutura é familiar:  um arquétipo forte, uma sequência de palavras vibrantes e uma previsão ampla o suficiente para servir a todos.

Aviso aos navegantes!

Esta postagem não nasceu do desejo de polemizar essas leituras — mas de propor uma perspectiva um pouco mais estrutural, talvez mais silenciosa, sobre o que realmente significa atravessar um ciclo como este.

O Cavalo de Fogo (丙午)

O Cavalo de Fogo (丙午) realmente carrega essa imagem potente. O Cavalo (午) representa o auge do verão, o ponto máximo do Yang (阳), movimento e expansão. O Fogo Yang (丙火) evoca o sol ao meio-dia: visibilidade, intensidade, presença incontornável. Mas o calendário tradicional chinês não foi concebido como uma coleção de adjetivos inspiradores. Ele é um sistema de relações.

O ano não é apenas o animal que aparece nas artes festivas. Ele é a combinação entre Tronco Celestial (天干) e Ramo Terrestre (地支). Ele envolve a dinâmica dos Cinco Elementos (五行) — Madeira (木), Fogo (火), Terra (土), Metal (金) e Água (水). Ele interage com mapas individuais de forma singular.

O Ciclo Sexagenário (干支)

Cada ano ocupa uma posição específica dentro do ciclo sexagenário (干支), uma engrenagem de 60 combinações possíveis formadas pela interação dos dez Troncos Celestiais com os doze Ramos Terrestres. A mesma combinação só retorna após seis décadas.

Isto é, não estamos apenas diante de um “animal do ano”, mas de uma coordenada precisa dentro de um sistema maior. Dizer “é o ano do Cavalo” é apenas o começo. Eu, por exemplo, sou Cavalo de Metal (庚午). O ramo terrestre é o mesmo (午). Mas o Metal Yang (庚金) corta onde o Fogo expande. O Metal estrutura onde o Fogo acelera.

O Cavalo não é fixo — ele muda conforme o elemento que o atravessa. O Cavalo de Madeira (甲午), de Água (壬午), de Terra (戊午) ou de Fogo (丙午) manifesta nuances distintas. Então como poderíamos assumir que o Cavalo do ano atua de maneira uniforme sobre todos?

Se ampliarmos o olhar, veremos algo ainda mais interessante: não estamos observando apenas um ano isolado, mas uma sequência coerente de produção energética dentro dos cinco elementos.

O ciclo anterior foi a Serpente de Madeira (乙巳). Na lógica da produção, a Madeira (木) alimenta o Fogo (火). A Serpente (巳)carrega Fogo internamente, mas de forma estratégica, concentrada. Foi um período de acúmulo e elaboração — madeira sendo reunida antes da chama ganhar altura.

Agora, com o Cavalo de Fogo (丙午), vemos a chama propriamente dita. O que foi nutrido se torna visível. O Fogo atinge seu auge, seu ponto de máxima exposição. E o ciclo não termina aí.

O próximo ano, a Cabra de Terra (丁未), revela a etapa seguinte: o Fogo (火) produz Terra (土). Quando o fogo queima, ele gera cinzas. Quando a intensidade se estabiliza, resta matéria. A Terra (土) representa consolidação, digestão, assimilação. É o elemento que recebe o que foi transformado e o converte em base.

Quando observamos a sequência Serpente (巳) → Cavalo (午) → Cabra (未) sob essa lente, deixamos de ver três anos isolados e começamos a enxergar um movimento orgânico.

Primeiro o acúmulo silencioso. Depois o auge visível. E em seguida, a sedimentação. Melhor dizendo, nada surge abruptamente. Tão pouco se encerra de forma definitiva. Cada etapa contém a anterior e prepara a seguinte.

É essa continuidade que mais me fascina nesse sistema. Não a promessa de acontecimentos dramáticos, mas a coerência dos ritmos. Ele não descreve destinos fixos. Ele descreve contextos — campos de possibilidade que se transformam conforme a dinâmica dos elementos. E talvez estudar mandarim tenha me ensinado justamente isso.

Aprender o idioma me obrigou a desacelerar, a observar caracteres que carregam camadas históricas, a perceber que significados se constroem por composição e relação — nunca isoladamente. O próprio calendário tradicional parece funcionar como um ideograma expandido: cada parte só ganha sentido quando vista em relação ao todo.

Talvez o Cavalo de Fogo (丙午) não seja um espetáculo inevitável, mas um momento de claridade dentro dessa frase. Um período em que aquilo que vinha sendo nutrido ganha visibilidade — não por acaso, mas por sequência.

Os ciclos continuam. Nós é que escolhemos como atravessá-los.

#AnoNovoLunar #CavalodeFogo #Mandarim #Astrologia #HoróscopoChinês

Hoje consegui adiantar o módulo do curso de Espanhol e realizar exercícios práticos de compreensão e leitura em Mandarim.

#Notas #Mandarim #Espanhol #Estudos #Idiomas #VersãoLegendada

Hoje tentei reorganizar os infinitos decks de sueco no Anki, fiz simulados do HSK, revisei a Unidade II do livro Complete Greek, da série Teach Yourself, e realizei exercícios práticos de compreensão e leitura.

#Notas #VersãoLegendada #Estudos #Idiomas

The first time I visited Chile was ten years ago. Back then, I followed the classic winter itinerary every South American traveler knows: Uruguay, Argentina, and Chile. In the years that followed, I ended up visiting Argentina far more often than any Brazilian state.  This summer, I returned to Chile. It was a completely different experience, and now I can’t wait to go back and continue the journey where I left off.

Exploring Santiago

When I arrived in Santiago, I took a short city tour around the Vitacura neighborhood, where I was staying. The area is one of the top places to stay, second only to Providencia — the favorite among Brazilian travelers. Personally, I didn’t think it was bad, mainly thanks to the hotel’s location, but Vitacura does come with a few drawbacks.

Since it’s an upscale neighborhood (which, of course, isn’t really my style), the biggest downside is the lack of public transportation. There’s no metro in Vitacura, and the nearest station was at least a 30-minute walk away. On top of that, only two or three bus lines passed by the hotel. Another drawback is that both markets and restaurants are quite expensive, so I decided to explore other areas to save money. By the way, both my Wise and Nomad cards worked flawlessly for all transactions in Santiago.

Given these conditions, I decided to split my city tour of Santiago into two days. Despite being over 3 km from the city center, the distance wasn’t an issue for me — I love walking. I revisited many familiar places and discovered new ones, which gave me a fresh perspective on the city.

Vale Nevado and Farellones

I visited Valle Nevado and Farellones — two famous ski resorts in the Andes Mountains, located in the Lo Barnechea commune. The scenery was spectacular, with golden light illuminating the peaks and transforming the landscape into a true masterpiece.

Even though it wasn’t snow season, I joined the Andes Sunset tour — an amazing experience that lets you watch the sunset right from the mountains. To top it off, we enjoyed a delicious picnic while soaking in the splendor of nature.

Cajón del Maipo and Embalse El Yeso

I took a trip to Cajón del Maipo and Embalse El Yeso, visiting the impressive dam located over 2,500 meters above sea level in the heart of the Andes. The scenery is breathtaking, with waters that reflected the region’s unique beauty and changed color depending on the time of day, season, and light. experience.

During the journey, we passed through small villages that added a special charm and an authentic touch of local culture. We wrapped up the day with a picnic surrounded by nature — the perfect ending to an unforgettable experience.

Valparaíso and Viña del Mar

I went back to Valparaíso and Viña del Mar. This time, I focused on exploring every little detail of the alleys in Valparaíso’s hills, which completely changed how I see the city. In Viña del Mar, I took the time to admire its beautiful landscapes — always impressive with their calm, coastal charm.

#travel #vacation #chile #jan

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