Eme

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Decidi compartilhar meu primeiro plano de estudo e, embora tenha optado recentemente por reformulá-lo, deixo-o aqui como registro e, claro, para quem quiser colocá-lo em prática.

Pois bem, antes de iniciar essa jornada linguística, eu estava em busca de uma metodologia que se encaixasse bem na minha “atribulada rotina”, com um tempo de estudo bastante limitado.

Claro que minha intenção nunca foi buscar fluência de forma rápida, mas sim vivenciar o processo de aprendizagem desses idiomas. Portanto, não estava nem um pouco interessada em criar um método de estudos — como muitos fazem, a ponto de vendê-lo como uma fórmula mágica.

Se algum de vocês estiver interessado em uma metodologia — dessas que muitos apresentam como algo exclusivo — não gastem uma fortuna com isso. Basta uma rápida pesquisa no Google (se é que muitos ainda fazem isso) para encontrar coisas bem interessantes. A verdadeira “mágica” está em adaptá-las à nossa realidade e ajustá-las conforme avançamos nos estudos.

Bom, eu encontrei um caminho. Na verdade, peguei emprestada uma metodologia bastante conhecida na área da administração: o princípio de Pareto — só que aplicado no aprendizado de idiomas.

E então surge a pergunta: como organizar um plano de estudo de sete idiomas em cerca de 1h por dia?

Partindo do princípio de Pareto — em que 20% dos esforços geram 80% dos resultados —, e considerando que meu objetivo sempre foi equilibrar minha atenção entre os idiomas, precisei fazer uma adaptação e estruturar um sistema rotativo de aprendizado. Dessa forma, organizei os idiomas em três níveis de prioridade: alta, média e baixa.

Com o cronograma definido, sigo essa estrutura ao longo de um mês. No mês seguinte, faço a rotação dos idiomas.

Ou seja, os idiomas que no mês anterior estavam em alta passam para média; os de média passam para baixa; e os de baixa passam para alta prioridade. Domingo é dia livre.

Já o conteúdo de estudo eu organizo da seguinte forma:

Tenho um livro didático, que utilizo como ferramenta principal. Inicio uma unidade e trabalho nela por duas ou três semanas – às vezes menos. Não passo para a próxima enquanto o conteúdo não estiver “na ponta da língua”, digamos assim.

Costumo usar o Anki para uma melhor fixação do conteúdo, mas também gosto de criar meus próprios flashcards físicos.

Em hipótese alguma entro na gramática do idioma. Se, por acaso, surgir alguma dúvida que eu sei que está relacionada à gramática, apenas anoto no meu caderno e sigo adiante. No momento, o que me interessa é a construção de vocabulário — o que envolve aprender frases essenciais.

Para que os estudos não se tornem cansativos, sobretudo quando um idioma está em alta prioridade, nem sempre utilizo o livro para gerar conteúdo.

Em vez disso, costumo fazer práticas orais com o que já estudei. O mesmo vale para os idiomas de média e baixa prioridade: vou alternando as práticas conforme minha energia no dia.

Constância é importante, mas também precisamos ser realistas. Se, em algum dia, você perceber que não conseguirá estudar da forma usual, use a criatividade. Aproveite esse tempo para escutar ou assistir a algo no idioma. Se achar que consegue fazer uma breve revisão, faça — mesmo que por 10 minutos.

Esse método me ajudou muito a dar os primeiros passos nessa longa jornada linguística e a criar a tal da constância — tão essencial para o processo de aprendizado de idiomas.

Como disse lá no início, até há pouco tempo eu o utilizava.

Aliás, o conceito continua o mesmo; só a forma de organização é que mudou um pouco — e mudar não significa que não estava funcionando ou que tudo foi em vão. Mas sim porque os resultados precisam ser mais claros, e, quando a gente nota que alguma coisa está na obscuridade, é preciso rever alguns pontos. Mesmo porque os estudos, independentemente das prioridades, precisam avançar em conjunto. E hoje sinto que, com essa mudança, consegui acertar esse ponto.